Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 14/08/2025

No livro Homo Ludens, o historiador Johan Huizinga defende que o ato de jogar é uma manifestação cultural essencial ao ser humano, presente desde as civilizações antigas como forma de lazer e desenvolvimento. Hoje, essa característica se evidencia nos jogos eletrônicos, que ultrapassaram o simples entreterimento e tornaram fenômenos globais. Contudo, seu avanço provoca debates sobre efeitos positivos, como o estímulo a habilidades cognitivas, e negativos, como o isolamento social e o vício. Sob a ótica dos benefícios, estudos da Universidade de Oxford indicam que os games podem melhorar coordenação motora, raciocínio lógico e tomada de decisões rápidas. Além disso, o crescimento dos e-sports movimenta a economia, gera empregos e impulsiona a indústria tecnológica e cultural, mostrando seu potencial educativo e de integração social. Por outro lado, o uso excessivo apresenta riscos. O sedentarismo, distúrbios do sono e o transtorno por uso de jogos reconhecido pela Organização Mundial da Saúde evidenciam impactos na saúde. Ainda, a exposição prolongada a conteúdos violentos pode impactar no comportamento, sobretudo em jovens em formação de valores. Dessa forma, é necessário um uso equilibrado, mediado por políticas públicas e orientação familiar. O Estado pode criar programas de educação digital, e famílias e escolas devem incentivar atividades físicas e sociais, equilibrando o lazer virtual. Assim, será possível aproveitar os benefícios dessa prática cultural minimizando seus prejuízos.