Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 11/08/2025

Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

O debate sobre os efeitos dos jogos eletrônicos nos jovens tem se intensificado nos últimos anos, especialmente diante do crescimento da indústria dos games e de seu impacto na vida cotidiana. Enquanto alguns especialistas apontam riscos associados ao consumo excessivo de jogos, sobretudo os de conteúdo violento, outros defendem seu potencial educativo e terapêutico. Nesse contexto, torna-se necessário analisar de forma crítica os efeitos desses jogos no comportamento e no desenvolvimento dos jovens, propondo estratégias que respeitem os direitos humanos e promovam o uso consciente da tecnologia.

De um lado, pesquisas apontam que jogos violentos podem estimular reações impulsivas e diminuir a sensibilidade à dor alheia, como demonstrado em experimentos com estudantes universitários. Tais resultados geram preocupações quanto ao impacto emocional e social desses conteúdos. No entanto, é importante ressaltar que a maioria dessas pesquisas é inconclusiva quanto à ligação direta entre videogames e comportamento criminoso, como aponta Salah Khaled Junior, professor da UFRGS, ao destacar que a estética do jogo, e não seu conteúdo em si, é o que mais influencia.

Por outro lado, há evidências claras de que os jogos eletrônicos podem ter efeitos positivos. Ferramentas como o EndeavorRx, aprovado pela FDA para tratar TDAH, mostram que os games podem ser usados como instrumentos terapêuticos e educativos. Além disso, estudos indicam que jogos aplicados em sala de aula contribuem para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais, tornando o aprendizado mais atrativo e eficaz.

Diante disso, é essencial adotar uma proposta de intervenção que envolva políticas públicas educativas, como a inclusão de profissionais da psicologia nas escolas e campanhas de orientação aos pais sobre o uso adequado de jogos eletrônicos. Ademais, é necessário garantir que a classificação indicativa seja respeitada, assegurando o direito à proteção da infância e da adolescência, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.