Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 13/08/2025
O impacto dos jogos eletrônicos no desenvolvimento dos jovens
Na contemporaneidade, marcada pela expansão tecnológica e pela digitalização do lazer, os jogos eletrônicos tornaram-se parte central do cotidiano de jovens em todo o mundo. Entretanto, paralelamente a essa popularização, cresce o debate sobre seus efeitos comportamentais. De um lado, há quem sustente que games violentos favorecem atitudes agressivas; de outro, existem defensores da ausência de evidências científicas conclusivas. Diante disso, é essencial analisar impactos positivos e negativos dessa prática, considerando aspectos sociais e psicológicos, a fim de propor medidas para seu uso equilibrado. Segundo relatório da American Psychological Association (APA), pesquisas indicam que a exposição prolongada a jogos violentos pode, em contextos específicos, intensificar respostas agressivas, especialmente em indivíduos emocionalmente vulneráveis. No Brasil, o ataque em Suzano (SP), em 2019, reacendeu discussões sobre essa influência. Embora não haja comprovação de relação causal direta, é plausível afirmar que, sem orientação, tais conteúdos podem favorecer a dessensibilização à violência.Por outro lado, estudiosos como Salah Khaled Junior e docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul defendem que os jogos, quando usados de forma moderada, desenvolvem raciocínio lógico, coordenação motora e trabalho em equipe. Ademais, sua proibição fere a liberdade artística prevista no artigo 5º da Constituição. Portanto, mais eficaz que censurar é investir em educação midiática e orientação familiar, para que o jovem diferencie ficção de realidade. Conclui-se, assim, que, embora não causem violência de forma direta, os games podem representar risco quando usados sem controle. Para minimizar efeitos nocivos, o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura, em parceria com psicólogos e pedagogos, devem promover campanhas sobre consumo responsável, incluindo oficinas para pais sobre classificação indicativa e tempo de uso, além de núcleos de apoio psicológico nas escolas. Desse modo, será possível harmonizar lazer e formação de jovens críticos e conscientes.