Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 15/08/2025

No âmbito do entretenimento digital, observa-se que jovens recorrem cada vez mais à internet como forma de lazer, especialmente por meio dos jogos eletrônicos e do uso de aparelhos celulares. Essa tendência, embora proporcione diversão, acarreta impactos preocupantes na saúde física e mental, que vão desde problemas musculoesqueléticos até alterações comportamentais que prejudicam a convivência social. Assim, é fundamental analisar as consequências desse cenário e buscar medidas para minimizá-las.

Um dos principais efeitos negativos é de ordem física. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o uso prolongado de celulares e videogames pode provocar tendinite em adolescentes, em razão dos movimentos repetitivos que inflamam as articulações. Essa condição limita a execução de tarefas simples e compromete a qualidade de vida, evidenciando que o excesso de tempo dedicado a tais dispositivos é prejudicial ao bem-estar físico.

Além disso, existem repercussões no comportamento. Um artigo da Faculdade Metodista Granbery, por exemplo, afirma que jogos com conteúdo violento transmitem mensagens subliminares captadas pelo subconsciente, influenciando comportamentos agressivos e autodestrutivos. Esse processo eleva os níveis de ansiedade, reduz a tolerância a frustrações e pode levar ao isolamento social. Ao internalizar padrões de violência, o jovem se afasta de relações saudáveis e aumenta o risco de desenvolver transtornos psicológicos.

Portanto, o vício em jogos eletrônicos representa um problema de saúde pública que exige atenção. Para enfrentar essa questão, é necessário que os pais, responsáveis diretos pela formação dos filhos, estabeleçam limites de tempo de uso e supervisionem o conteúdo dos jogos por meio de aplicativos de controle parental, com o objetivo de preservar a saúde física e mental. Paralelamente, o Ministério da Educação poderia promover campanhas educativas em escolas, orientando adolescentes sobre os riscos do uso excessivo e estimulando práticas de lazer offline, a fim de reduzir a dependência digital. Com ações integradas, torna-se possível mitigar os impactos negativos dessa realidade.