Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 15/08/2025

Atualmente, os videogames se firmaram como forte componente da vivência dos jovens. Essa fama, alavancada pela evolução da tecnologia e internet acessível, levanta discussões sobre os impactos dessas práticas no crescimento físico, emocional e social da juventude. Apesar de trazerem vantagens mentais e chances de convívio, o uso exagerado e sem atenção desses meios traz perigos notáveis. Vendo pelo lado bom, pesquisas da Universidade de Oxford mostram que jogos com sistemas elaborados aguçam o pensamento lógico, a agilidade nas decisões e a destreza manual. Ainda, espaços com vários jogadores viabilizam encontros, criando laços entre pessoas de cantos diferentes, o que ajuda a aprimorar a forma de se comunicar e conhecer culturas. Porém, quando o uso foge do controle, aparecem questões sérias. A Organização Mundial da Saúde oficializou, em 2018, o “distúrbio do jogo” como problema de saúde mental, marcado pela falta de domínio e danos na vida social e escolar. Outro ponto é que ver cenas violentas por muito tempo pode diminuir a sensibilidade, afetando a empatia e aumentando atitudes rudes em pessoas mais influenciáveis. Sendo assim, para que os videogames ajudem e não prejudiquem o bem-estar juvenil, é essencial que família, escola e governo trabalhem juntos. O Ministério da Educação, junto com especialistas em educação e tecnologia, pode criar projetos de orientação digital nas escolas, ensinando sobre o uso bom e consciente de ferramentas virtuais. Ao mesmo tempo, as famílias devem colocar limites claros e estimular esportes e atividades culturais, garantindo um desenvolvimento completo. Dessa maneira, unindo diversão e cuidado, será possível mudar o mundo dos videogames em um lugar que expanda o saber e fortaleça as relações, impedindo que seus lados ruins sobre os jovens passem do limite entre lazer e vício.