Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 16/08/2025

Nos últimos anos, os jogos eletrônicos deixaram de ser apenas um passatempo e se tornaram parte significativa do cotidiano de milhões de jovens ao redor do mundo. A popularização de consoles, computadores de alto desempenho e smartphones fez com que o acesso a esse tipo de entretenimento se tornasse cada vez mais fácil e frequente. Portanto, torna-se necessário aprofundar mais a atenção sobre o seu impacto nos jovens.

Entre os aspectos positivos, estudos da Universidade de Oxford indicam que jogar moderadamente pode melhorar a memória, a atenção e a capacidade de resolver problemas sob pressão. Jogos de estratégia, como Civilization, estimulam o raciocínio lógico, enquanto os cooperativos online, como Minecraft, desenvolvem habilidades de comunicação e trabalho em equipe. Além disso, aplicativos educativos e simuladores virtuais auxiliam na na aprendizagem de línguas, história ou programação, mostrando que os jogos podem ser aliados se direcionados corretamente.

Em contrapartida, o uso descontrolado e exagerado traz perigos reais. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde adicionou o “vício em jogos eletrônicos” à sua lista internacional de doenças, chamando a atenção para situações onde jovens jogam por mais de dez horas por dia, deixando de lado o sono, a alimentação e a escola. De acordo com o IBGE, mais de 80% dos jovens brasileiros não praticam atividades físicas causa disso é o excesso de tempo em telas.

Diante disso, é fundamental que famílias, escolas e órgãos públicos adotem medidas para incentivar o uso equilibrado dessa tecnologia. Campanhas educativas, promovidas por secretarias de educação e saúde, com o intuito de incentivar a prática de atividades físicas e o convívio social presencial, além de recomendar jogos direcionados para a faixa etária correta e para aqueles com necessidades especiais.