Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
Nos últimos anos, os jogos eletrônicos deixaram de ser apenas um meio de entretenimento para se tornarem parte significativa do cotidiano dos jovens, influenciando comportamentos, hábitos e até habilidades cognitivas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso excessivo desses jogos pode gerar vício e comprometer o desempenho escolar, além de potencializar o isolamento social. No entanto, estudos também apontam benefícios, como a melhora na coordenação motora e no raciocínio lógico. Diante desse cenário ambivalente, é fundamental compreender que os efeitos variam conforme o tempo e a forma de uso, sendo necessária uma abordagem equilibrada e responsável.
Segundo a neurocientista Beatriz Milz, pesquisadora da Universidade de São Paulo, o cérebro jovem é altamente plástico e, portanto, muito influenciável por estímulos constantes, como os presentes em jogos digitais. Isso significa que, embora possam desenvolver atenção e tomada de decisões rápidas, a exposição prolongada a ambientes virtuais pode reduzir a tolerância à frustração e aumentar a propensão à ansiedade. Portanto, o debate sobre os efeitos dos jogos não deve ser pautado por extremismos, mas sim por dados científicos e pela busca de estratégias que potencializem os aspectos positivos, minimizando os riscos.
Para lidar com o problema, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, poderia implementar programas de conscientização em escolas, oferecendo palestras e oficinas sobre uso saudável da tecnologia, orientando pais e alunos. Além disso, campanhas nacionais de mídia poderiam apresentar informações baseadas em pesquisas para alertar sobre os riscos do uso excessivo, incentivando práticas de lazer offline. Assim, ao equilibrar entretenimento e responsabilidade, seria possível aproveitar o potencial educativo e social dos jogos eletrônicos, reduzindo seus impactos negativos e promovendo o bem-estar integral dos jovens.