Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 16/08/2025
Os jogos eletrônicos fazem parte do cotidiano de milhões de jovens e, embora ofereçam benefícios como estímulo à criatividade e ao raciocínio lógico, também podem causar efeitos negativos quando utilizados de forma excessiva ou sem orientação adequada.
Por um lado, diversos estudos apontam que jogos podem contribuir para o desenvolvimento cognitivo, coordenação motora e até habilidades sociais, especialmente em ambientes colaborativos. Jogos como Minecraft e SimCity, por exemplo, estimulam planejamento, resolução de problemas e noção espacial.
Por outro lado, o uso abusivo pode gerar impactos preocupantes. Segundo pesquisa da USP, cerca de 28% dos adolescentes brasileiros apresentam sinais de transtorno relacionado ao uso de jogos. O vício em jogos eletrônicos foi reconhecido como distúrbio pela Organização Mundial da Saúde em 2018, e está associado a sintomas como isolamento social, ansiedade e queda no rendimento escolar.
Além disso o conteúdo de alguns jogos pode influenciar comportamentos agressivos ou reforçar estereótipos negativos. A falta de supervisão e o acesso irrestrito a jogos violentos ou inadequados para a faixa etária agravam esse cenário.
Portanto, é essencial que pais, educadores e instituições atuem juntos para promover o uso consciente dos jogos eletrônicos. A inclusão de jogos educativos nas escolas e o incentivo ao equilíbrio entre atividades digitais e presenciais são caminhos para garantir que essa ferramenta seja aliada do desenvolvimento, e não um obstáculo à saúde mental dos jovens.
O Estado pode investir em programas de educação digital nas escolas públicas, capacitando professores para orientar os alunos sobre o uso saudável da tecnologia. A mídia pode colaborar com campanhas informativas que alertem sobre os riscos do vício e promovam alternativas de laser offline.