Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
Com o avanço da tecnologia e a popularização dos dispositivos digitais, os jogos eletrônicos tornaram-se parte significativa da rotina dos jovens. Embora possam estimular habilidades cognitivas e sociais, o uso excessivo desses jogos levanta preocupações quanto à saúde mental e ao desenvolvimento emocional da juventude.
Segundo pesquisa do Instituto de Psicologia da USP, cerca de 28% dos adolescentes brasileiros apresentam uso problemático de videogames, enquadrando-se nos critérios do Transtorno de Jogo pela Internet (TJI) A. Esse comportamento está associado a sintomas como ansiedade, distúrbios do sono e isolamento social. Além disso, 57% dos jovens afirmam jogar para fugir de problemas reais, o que evidencia o uso dos games como válvula de escape emocional, agravando quadros de sofrimento psíquico.
Apesar da recente sanção do Marco Legal dos Jogos Eletrônicos (Lei nº 14.852/2024), que regula a indústria e prevê proteção à infância e adolescência B, ainda há lacunas na fiscalização e na conscientização sobre os riscos do uso abusivo. É necessário que o Estado amplie políticas públicas voltadas à educação digital, promovendo campanhas informativas nas escolas e fortalecendo a atuação de psicólogos na rede pública de ensino.
Portanto, para mitigar os efeitos nocivos dos jogos eletrônicos entre os jovens, é imprescindível que o governo federal, em parceria com o Ministério da Educação e da Saúde, implemente ações preventivas e regulatórias. A criação de um programa nacional de saúde digital, aliado à fiscalização da classificação indicativa e ao incentivo à produção de jogos educativos, pode transformar esse cenário, garantindo o uso saudável da tecnologia e o bem-estar da juventude.