Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
Na contemporaneidade, marcada pela globalização digital e pelo avanço das tecnologias de informação, os jogos eletrônicos consolidaram-se como um dos principais meios de lazer e interação social entre jovens. De acordo com a Pesquisa Game Brasil (2024), 82% dos brasileiros jogam algum tipo de game, sendo a maior parte composta por pessoas entre 16 e 24 anos. Esse dado revela a amplitude dessa prática e desperta discussões sobre seus efeitos, que podem ser tanto benéficos quanto prejudiciais. Sob essa ótica, torna-se necessário analisar os impactos dessa realidade, a fim de compreender como ela pode influenciar o desenvolvimento cognitivo, emocional e social da juventude.
Sob um viés positivo, pesquisas da American Psychological Association demonstram que jogos de estratégia e simulação contribuem para aprimorar habilidades como raciocínio lógico, memória e coordenação motora. Além disso, ambientes virtuais colaborativos estimulam o trabalho em equipe, a resolução de problemas e a comunicação entre indivíduos de diferentes culturas, promovendo integração social. Assim, longe de serem meros passatempos, os jogos podem se tornar ferramentas de desenvolvimento intelectual e social, desde que utilizados com equilíbrio e intencionalidade educativa.
Por outro lado, o uso excessivo e sem supervisão pode gerar efeitos nocivos. A Organização Mundial da Saúde reconhece, desde 2018, o “transtorno de dependência de jogos digitais”, caracterizado pela compulsão em jogar e pela dificuldade em controlar o tempo de uso. Essa condição pode resultar em isolamento social, distúrbios do sono e queda no desempenho escolar. Ademais, conteúdos violentos, consumidos de forma indiscriminada, tendem a dessensibilizar os jovens diante da agressividade, como demonstram os estudos do psicólogo Craig A. Anderson. Tal cenário reforça a urgência de medidas para mitigar esses riscos.