Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 16/08/2025

Na sociedade contemporânea, os jogos eletrônicos ocupam um espaço cada vez maior na rotina dos jovens. Seja no celular, computador ou console, eles se tornaram parte do lazer e até mesmo da forma de socialização dessa geração. Contudo, junto aos benefícios, também surgem preocupações sobre os impactos físicos, emocionais e sociais que o uso excessivo pode gerar.

De um lado, os jogos oferecem contribuições importantes. Pesquisas da Universidade de Oxford indicam que, quando utilizados de forma equilibrada, eles podem estimular habilidades cognitivas, como raciocínio lógico, atenção e tomada de decisões rápidas. Além disso, em tempos de isolamento social, muitos jovens encontraram nos jogos online uma forma de manter amizades e criar laços de cooperação, o que mostra seu potencial como ferramenta social e até educacional.

Por outro lado, o uso exagerado pode trazer consequências negativas. O sedentarismo, associado a longas horas diante da tela, contribui para problemas de saúde, como obesidade e má postura. Do ponto de vista emocional, há casos em que o excesso de jogos prejudica o desempenho escolar, gera isolamento presencial e até dependência digital. O filósofo Aristóteles já defendia a ideia de “justo meio”, segundo a qual tudo em excesso se torna prejudicial pensamento que se aplica também à relação dos jovens com os games.

Diante desse cenário, é essencial buscar equilíbrio. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com escolas e psicólogos, poderia promover palestras e oficinas para orientar pais e alunos sobre o uso saudável dos jogos, abordando tanto os riscos quanto os benefícios. Além disso, campanhas nas mídias digitais poderiam incentivar pausas regulares, práticas esportivas e o convívio social fora das telas. Assim, seria possível transformar os jogos eletrônicos em aliados do desenvolvimento juvenil, sem abrir espaço para que se tornem prejudicial.