Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 14/08/2025
Na perspectiva da Quarta Revolução Industrial, em que a tecnologia e a interatividade pautam comportamentos, os jogos eletrônicos se configuram como uma das formas mais frequentes de lazer juvenil. Conforme a Pesquisa Game Brasil, dos mais de 70% de brasileiros que jogam, a grande maioria é composta por adolescentes. Tal fato, embora promissor, abre espaço para discussões acerca dos riscos que tal prática pode configurar quando consumida sem limites.
Na abordagem construtiva, o pesquisador James Paul Gee argumenta que jogos eletrônicos podem aprimorar o raciocínio lógico, a coordenação motora e a capacidade de resolução de problemas. De tal sorte, estratégias cooperativas reforçam o trabalho em equipe, enquanto comunidades virtuais promovem trocas culturais e fomentam competências essenciais para o século XXI.
No entanto, a OMS já relaciona o “gaming disorder” como transtorno, com queda do desempenho escolar, sedentarismo e isolamento social. Além disso, a Teoria da Aprendizagem Social, desenvolvida por Albert Bandura, indica que a constante exposição a conteúdos violentos pode normalizar a agressividade, prejudicando a formação socioemocional.
Diante disso, a família, a escola e o Estado devem se responsabilizar para promover um uso balanceado dessa prática, por exemplo, por meio de campanhas de conscientização, incentivo ao esporte ou inserção de jogos educativos nos currículos escolares; de tal maneira, transformar tal ferramenta em uma peça do aprendizado e da socialização.
Deste modo, entender o papel dos jogos eletrônicos configura-se fundamental para que sejam colaborativos e não ameaçadores ao futuro promissor da juventude. Somente assim, por meio de uma mediação consciente e equilibrada, será possível formar uma geração conectada, saudável e preparada para os desafios do futuro.