Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
Segundo pesquisas da agência We Are Social, no relatório “2018 Global Digital”, a média de tempo que os usuários passam online está entre 9 horas e 14 minutos, sendo que, destes, 3 horas e 39 minutos são gastos nas redes sociais. Contudo, nesse cenário desafiador, os avanços nos jogos digitais trazem desafios, como o vício e seus impactos na vida dos jogadores. Nesse contexto, a ausência de regulamentação adequada pode agravar problemas como vício, gastos excessivos e isolamento social, exigindo ações imediatas para proteger os jogadores e garantir um ambiente digital mais equilibrado.
Ademais, há falta de regulamentação adequada nos jogos digitais intensifica seus impactos negativos, como dependência e prejuízos financeiros. O filósofo Byung-Chul Han alerta que o design viciante dessas plataformas explora mecanismos psicológicos, transformando lazer em compulsão. Nada obstante, sem leis específicas, práticas abusivas como loot boxes e microtransações continuam afetando principalmente jovens, comprometendo seu desenvolvimento e saúde mental.
Além disso, a ausência de políticas públicas permite que a indústria priorize lucros em detrimento do bem-estar dos usuários. Nesse cenário, especialistas como a psicóloga Christina Montgomery destacam que o uso excessivo de jogos está ligado a ansiedade e isolamento social. No entanto, enquanto famílias e escolas não receberem orientação para lidar com esse problema, os casos de dependência seguirão crescendo, especialmente entre adolescentes.
Portanto, que o governo estabeleça limites claros para a indústria de jogos, como restrições a gastos compulsivos e alertas sobre tempo de uso. Para isso, deve ser realizado campanhas de conscientização e apoio psicológico também são essenciais para prevenir e tratar esse vício. Contudo, somente com ações conjuntas entre poder público, desenvolvedores e sociedade será possível garantir um equilíbrio entre diversão digital e qualidade de vida.