Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
Uma reportagem do Jornal da USP aponta que cerca de 30% dos adolescentes brasileiros fazem uso problemático de videogames, enquadrando-se nos critérios do Transtorno de Jogo pela Internet (TJI), o que pode comprometer aspectos emocionais, sociais e escolares. Esse dado evidencia que os jogos eletrônicos, apesar de sua popularidade e potencial educativo, também carregam riscos que merecem atenção. Assim, torna-se necessário analisar os efeitos dessa prática na vida dos jovens, considerando tanto seus benefícios quanto suas consequências negativas.
No campo dos aspectos positivos, é relevante destacar que diversos jogos estimulam habilidades cognitivas, como raciocínio lógico, rapidez na tomada de decisões e coordenação motora. Além disso, a interação online pode favorecer o trabalho em equipe e ampliar o contato com diferentes culturas e idiomas, especialmente o inglês. Quando utilizados de forma moderada, esses recursos podem contribuir para o desenvolvimento intelectual e social dos adolescentes.
Por outro lado, o uso excessivo de jogos eletrônicos pode provocar efeitos prejudiciais. Segundo a mesma pesquisa da USP, há casos em que a prática constante leva ao isolamento social, distúrbios do sono, sedentarismo e queda no rendimento escolar. Em situações extremas, a dependência digital pode prejudicar a saúde mental e limitar o desenvolvimento de habilidades sociais presenciais, essenciais para a vida adulta.
Dessa forma, é imprescindível que o uso de jogos eletrônicos seja acompanhado de orientações claras. Para isso, o Ministério da Educação poderia implementar campanhas nas escolas sobre uso consciente de tecnologias, com palestras e oficinas voltadas para pais e alunos. Paralelamente, as empresas desenvolvedoras de games poderiam inserir alertas de tempo de uso e modos de descanso, incentivando hábitos mais saudáveis. Tais medidas contribuiriam para que os jogos se mantenham como uma atividade de lazer benéfica, sem comprometer a saúde e o futuro dos jovens.