Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
Segundo o poeta Carlos Drummond de Andrade, “No meio do caminho tinha uma pedra, uma pedra no meio do caminho”. Os versos deste poema podem exemplificar, na atualidade, os perigos não somente da falta de segurança e dependência emocional dentro dos jogos virtuais, mas também como influência na vida social. Com efeito, há de se combater a omissão governamental e o individualismo.
Diante desse cenário, para o Político Italiano Norberto Bobbio em sua obra “O dicionário da Política” aborda-se os direitos humanos, a política e a função do Estado. Para ele, todo ser humano deve ter seus direitos básicos e o Estado deve exercer as leis não só teoricamente, mas na prática. Análogo a isso, segundo o Artigo 6º da Constituição Brasileira o acesso ao direito de lazer é um direito social que deve ser garantido ao cidadão, entretanto, o Estado não demonstra preocupação em controlar o tempo moderado que cada jogador online deveria ter gerando o vício da dependência emocional, além das ameaças presentes nos jogos que ocasionam uma falta de conforto.
Outrossim, o Político sul-africano Nelson Mandela combateu ao individualismo incentivando a participação de todos os seres humanos por uma nação justa e igualitária. Contudo, segundo a Lei n 8.069 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), há uma defesa no direito ao respeito e à convivência familiar (que muita das vezes não possui conexão com o jogador e não se sente comovida a incentivar o bom uso do aparelho). Fatores que devem ser inseridos no cotidiano de cada jogador criança e adolescente para que erradique o individualismo.
Contudo, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) investir no controle regulado do uso dos jogos onlines através de palestras e incentivo de campanhas públicas contra o vício, inserindo todos os seus pontos negativos citando a convivência familiar dentro desse meio, a fim de que amenize o problema.