Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 15/08/2025

Os jogos eletrônicos, cada vez mais presentes no cotidiano juvenil, consolidaram-se como uma das principais formas de lazer do século XXI. De acordo com a Pesquisa Game Brasil (2023), 74% da população joga algum tipo de game, sendo a maioria composta por jovens. Embora essas plataformas digitais possam estimular raciocínio, criatividade e socialização, o uso excessivo desperta preocupações legítimas, como isolamento social, sedentarismo e exposição a conteúdos violentos.

Pesquisas conduzidas pela neurocientista Daphne Bavelier revelam que jogos podem melhorar a atenção, a memória de trabalho e o desempenho em tarefas de resolução rápida de problemas. Além disso, títulos que exigem cooperação, como Minecraft ou League of Legends, favorecem habilidades de comunicação e trabalho em equipe, sendo até aplicáveis em contextos educacionais. No entanto, a Organização Mundial da Saúde reconheceu, em 2018, o gaming disorder como um transtorno que afeta o rendimento escolar, a vida social e a saúde física, principalmente devido ao sedentarismo prolongado.

Diante disso, como defendia Aristóteles, a virtude está no meio-termo: nem a abstinência total nem o uso descontrolado se mostram saudáveis. Cabe, portanto, a famílias, escolas e ao Estado promover educação digital, campanhas de conscientização e incentivo a atividades físicas e culturais. Assim, os jogos poderão ser utilizados como ferramentas de desenvolvimento integral, transformando os pixels da tela em pontes para o aprendizado e a socialização.