Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 12/08/2025

No cenário atual, marcado pela difusão tecnológica e pela conectividade global, os jogos eletrônicos ocupam papel central no lazer juvenil. De acordo com pesquisa da Entertainment Software Association, mais de 70% dos jovens têm contato frequente com videogames. Embora tais jogos possam estimular raciocínio lógico e coordenação motora, é inegável que seu uso excessivo pode gerar efeitos negativos, como isolamento social e prejuízos à saúde física e mental. Nesse contexto, torna-se essencial discutir os impactos dessa prática e buscar medidas de equilíbrio.

Sob o ponto de vista cognitivo, estudos da Universidade de Oxford indicam que determinados jogos de estratégia favorecem habilidades como resolução de problemas e trabalho em equipe. Além disso, em competições e-sports, jovens encontram oportunidades de carreira e socialização, aproximando-se de comunidades globais. Entretanto, o acesso irrestrito e sem supervisão pode intensificar riscos, como sedentarismo, distúrbios do sono e dependência digital, problemas que, segundo a Organização Mundial da Saúde, afetam milhões de adolescentes.

No campo social, o filósofo Zygmunt Bauman, ao discutir a “modernidade líquida”, aponta que as relações humanas se tornam mais frágeis e mediadas pela tecnologia. Tal conceito aplica-se ao uso excessivo de jogos, pois, ao priorizarem interações virtuais, muitos jovens negligenciam vínculos presenciais, o que pode comprometer o desenvolvimento de habilidades socioemocionais essenciais. Esse afastamento da convivência física também pode contribuir para quadros de ansiedade e depressão.

Portanto, é necessário que família, escola e sociedade atuem conjuntamente para promover o uso equilibrado dos jogos eletrônicos. Isso pode ser feito por meio de campanhas de conscientização, incentivo a atividades físicas e implementação de programas escolares que ensinem sobre uso saudável da tecnologia. Desse modo, será possível preservar os benefícios dos jogos e minimizar seus efeitos nocivos, garantindo que essa forma de entretenimento se torne uma aliada e não uma ameaça ao desenvolvimento juvenil.