Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 12/08/2025
No cenário contemporâneo, a presença dos jogos eletrônicos na vida dos jovens é reflexo do avanço tecnológico e da popularização da internet. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Jogos Digitais, 74% dos brasileiros entre 16 e 24 anos jogam regularmente, evidenciando sua relevância cultural. Contudo, como alertava Aristóteles: “A virtude está no meio”, reforçando que o equilíbrio é essencial para que essa prática seja benéfica. Assim, é preciso analisar seus benefícios e riscos para garantir o desenvolvimento saudável dos jovens.
Sob uma perspectiva positiva, os jogos eletrônicos podem estimular habilidades cognitivas, como raciocínio lógico, coordenação motora e tomada de decisão rápida. Um estudo conduzido pela Universidade de Oxford constatou que jovens que jogavam por até uma hora por dia apresentavam melhor desempenho em tarefas de resolução de problemas e maior capacidade de lidar com pressões repentinas. No entanto, quando o tempo de uso ultrapassava três horas diárias, eram observados aumentos significativos nos índices de sedentarismo, fadiga ocular e isolamento social. Dessa forma, fica evidente que o tempo de exposição é um fator determinante para que os efeitos sejam benéficos ou prejudiciais.
Além do tempo de uso, o conteúdo dos jogos influencia a formação dos jovens. A teoria da aprendizagem social, de Albert Bandura, afirma que “o comportamento humano é aprendido por meio da observação”, sugerindo que narrativas violentas podem normalizar condutas agressivas. Segundo a American Psychological Association (2019), indivíduos expostos a mais de 20 horas semanais de jogos violentos apresentaram maior tolerância a comportamentos hostis. Esse processo reduz a empatia e dificulta a resolução pacífica de conflitos, sobretudo sem a mediação de pais e educadores.
Portanto, para minimizar os riscos dos jogos eletrônicos, é essencial que o Ministerio da Saude, promover o uso consciente por meio de programas educativos nas escolas, controle parental aprimorado pelas empresas e regras claras nas famílias. Assim, jovens poderão aproveitar os benefícios dos jogos sem comprometer sua saúde física e social, e no dia a dia será possivel notar uma sociedade mais como dita no livro Utopia.