Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 04/06/2020

Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Sempre existiu certas mudanças no que diz respeito aos modos em que os pais educam seus filhos, ou seja, é comum ouvir relatos de pessoas mais velhas descrevendo como a agressividade e o autoritarismo de seus responsáveis eram mais intensos. Apesar deste nível ter se reduzido consideravelmente, uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) revelou que 70,5% dos jovens sofreram alguma forma de castigo físico quando crianças. Estes dados são alarmantes, já que nunca se comprovou os benefícios da agressão como complemento da educação, isto é, os resultados das pesquisas científicas apontam, justamente, para o lado oposto dessa questão.

Na sociedade brasileira, esse tipo de criação era e, tragicamente, ainda é usado majoritariamente pelas famílias. Isso ocorre pois é mais instantânea uma mudança de comportamento por atos coercivos que por conversas, o que agrada os pais da contemporaneidade já que não precisam gastar o seu raríssimo tempo livre, repreendendo seus filhos. Entretanto, eles não percebem que usando esse método a criança além de os afastar, acrescenta ao seu comportamento atos tão violentos quanto.

A parcela de indivíduos que ainda usam o método da “palmada” é a mesma que permanece com atos conservadores, não conseguindo se atualizar por conta do pensamento estagnado. Um exemplo claro disso, é quando um pai e um filho brigam por divergências no pensar.

Portanto, para o bem estar da sociedade e que a infância não seja lembrada como algo doloroso, a lei precisa ser cumprida. O Estado deve ser mais contundente em suas ações; não apenas fazendo leis, mas as botando em prática. Para isso, deve-se aumentar o número de assistentes socais nas escolas e sedes de conselhos tutelares nos estados. A mídia ajuda conscientizando os adultos que ainda usam esse tipo de abuso com os filhos, utilizando-se de programas televisivos e palestras.

Portanto, para o bem estar da sociedade e que a infância não seja lembrada como algo doloroso, a lei precisa ser cumprida. O Estado deve ser mais contundente em suas ações; não apenas fazendo leis, mas as botando em prática. Para isso, deve-se aumentar o número de assistentes socais nas escolas e sedes de conselhos tutelares nos estados. A mídia ajuda conscientizando os adultos que ainda usam esse tipo de abuso com os filhos, utilizando-se de programas televisivos e palestras.