Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 08/05/2020

Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Desde o surgimento da espécie humana, tem-se um cuidado extremo com as crianças, seja porque existe nelas a continuação do legado de um povo ou por zelo da sociedade. Independente do motivo, felizmente, sempre são encontrados vários métodos para atos protecionistas: primeiro, o Estatuto da criança e do adolescente e agora, a lei menino Bernado, que acopla ao mesmo a proibição de castigos físicos contra os pequenos. Esse tipo de violência era usada como modo de criação, algo totalmente incabível tendo em vista as várias consequências negativas que esse ato provoca.

Na sociedade brasileira, esse tipo de criação era e, tragicamente, ainda é usado majoritariamente pelas famílias. Isso ocorre pois é mais instantânea uma mudança de comportamento por atos coercivos que por conversas, o que agrada os pais da contemporaneidade já que não precisam gastar o seu raríssimo tempo livre, repreendendo seus filhos. Entretanto, eles não percebem que usando esse método a criança além de os afastar, acrescenta ao seu comportamento atos tão violentos quanto. E como o ser humano é produto do meio, segundo Karl Marx, o infanto certamente perpetuara essa característica.

Consequentemente, teria-se uma sociedade ainda mais violenta. Voltaria-se à Idade Média, e a única justiça que iria existir, era a baseada na Lei de Talião, onde todo ato negativo, seria vingado com um atentado a vida do próximo.

Portanto, para o bem estar da sociedade e que a infância não seja lembrada como algo doloroso, a lei precisa ser cumprida. O Estado deve ser mais contundente em suas ações; não apenas fazendo leis, mas as botando em prática. Para isso, deve-se aumentar o número de assistentes socais nas escolas e sedes de conselhos tutelares nos estados. A mídia ajuda conscientizando os adultos que ainda usam esse tipo de abuso com os filhos, utilizando-se de programas televisivos e palestras.