Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 09/05/2020

Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

A Lei da Palmada consiste na proibição dos pais em utilizar da força física em seus filhos, com o objetivo de educá-los. Ela é benéfica, visto que o uso de força física não pode ser aceito, pois essa não é a melhor maneira de disciplinar as crianças e pode trazer marcas físicas e emocionais. Tal ação é proibida, por exemplo, pela Lei Menino Bernardo, aprovada em 2014, que diz que a criança e o adolescente têm o direito de serem educados sem o uso de castigos físicos e tratamento cruel.

Quando dialoga-se com uma criança sobre o que é certo e o que é errado desde cedo, há um entendimento familiar, não sendo necessário, portanto, o uso da força física. Por outro lado, existem crianças com personalidade difícil e ideia contrária da de seus responsáveis, tornando-as mais suscetíveis à violência.

A agressão constante pode prejudicar a criança, como o que ocorre na série ‘‘Outer Banks’’, da plataforma Netflix, que conta a história de JJ, que é agredido fisicamente por seu pai, tornando-o uma pessoa ruim e com traumas no futuro. Com isso, nota-se no mínimo incoerente que a violência seja um avanço social, visto que constrange e impede a pessoa de manifestar sua própria vontade e opinião.

Isto posto, percebe-se que a Lei da Palmada é favorável, visto que previne a criança de traumas, dependendo da gravidade da situação. É importante que o governo estabeleça punições para os pais e/ou responsáveis que praticam tal ato e um limite para sua atuação, por meio de denúncias e conscientização, no intuito de prevenir tais ações violentas. Afinal, é necessário preservar a segurança e sanidade mental das crianças, fazendo-as se sentir seguras com sua família e em seu lar, como é esperado.