Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 14/05/2020

Espancamento ou palmada

Em 2014 foi criada a lei 13.010, também chamada de lei da palmada que, proíbe o uso da força física como castigo e disciplina sobre a criança ou adolescente pelos familiares ou responsáveis. Com isso, a palmada que é muito utilizada pelos pais na educação dos filhos foi proibida, causando um certo desconforto para alguns, já que o Estado está interferindo demais na vida das famílias, todavia para outros, a lei está correta pois não se deve bater em criança em hipótese alguma.

Deve-se salientar a importância da diferença entre o espancamento e a palmada, como diz a psicóloga Lívia Borges ‘’ os pais que batem e que espancam não necessariamente são os pais que dão uma palmada, então a gente precisa ter um termômetro com relação a isso’’. O primeiro é o ato de bater em uma criança ou adolescente até ela sofrer graves lesões ou levar à morte, já o segundo é só um tapa, que não seve ser dado muito forte para não machucar a criança. Este não deve ser rotineiro, e ser utilizado somente se a conversa não resolver que, segundo Eliane Brum pode ser um ato de amor e educação.

O assunto é muito polêmico, em razão de muitos pais alegarem a invasão do Estado na vida familiar e no modo de educação. Segundo a blogueira do R7 Sophia Camargo, o Estado não cuida ao menos do básico como, a educação, saúde e transporte e, querer intervir na vida familiar não faz sentido pois não tem o que ele legislar. A lei é muito difícil de ser cumprida, principalmente quando os filhos extrapolam os limites de educação e desrespeitam os seus pais, sendo considerada uma lei sem nexo.

Contudo conclui-se que, a lei é muito ampla, visto que se tem uma diferença entre o espancamento e a palmada. Então, o Estado deve reavaliar a lei e proibir apenas o espancamento e, intervir na vida familiar somente quando a situação sair do controle, como casos de extrema violência e abandono.