Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?
Enviada em 14/05/2020
A lei da palmada, aprovada em 2014, aboliu os castigos físicos aplicados pelas famílias brasileiras. Conquanto, muitos pais ainda acreditam que a melhor forma de educar o filho é na base da “palmadinha”. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Primordialmente, deve-se ter conhecimento de que, conforme o disque Direitos Humanos- disque 100, houve um aumento de 22% no número de denúncias desde a criação da lei. Tais números, mostram que esta traz para as crianças a segurança de que terá seu direito de ser protegida e educada, sem que se faça necessário o uso da força física ou atos cruéis. Alguns cientistas especulam que pacientes diagnosticados com depressão, em sua maioria foram submetidos a tratamentos e/ou ambientes hostis na infância, colocando em questão a importância de se ter um convívio saudável no lar.
Pode-se afirmar que, no momento que uma criança tem medo de um adulto pela sua força e autoridade, ela está se submetendo a obediência e não ao respeito, por consequência, torna o método da palmada ineficaz e também acaba aumentando o distanciamento entre pais e filhos. Existem outras maneiras de se educar, não deixar a criança fazer alguma coisa que ela goste muito, como por exemplo, jogar vídeo-game e mexer no celular, é muito mais eficaz do que agressão física.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. É fundamental que o Estado juntamente com o Ministério da Educação, se encarreguem de implementar, em todas as escolas, psicólogos que irão atuar como orientadores para as crianças, permitindo a identificação de possíveis abusos físicos e psicológicos que muitas vezes passam despercebidos. Em conjunto a esse projeto, é essencial a inclusão dos responsáveis legais por meio de palestras e instruções sobre medidas educativas, estabelecendo assim uma relação harmoniosa dentro da família, na qual é a base da sociedade e crucial para a formação de um indivíduo.