Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 14/05/2020

A lei da palmada, foi um projeto que tinha como propósito estabelecer um limite nos castigos físicos, que até então, eram vistos como uma forma de educar os filhos.

Mas, ao levantar essa questão, foi gerada uma grande polêmica e discussão, entre os pais mais conservadores, que achavam tal punição eficiente e aqueles que não concordavam.

Na psicologia, é dito que a criança enxerga os pais como inspiração, abrigo e refúgio, tornando-os como exemplo de caráter e conduta perante a sociedade. Então, se os pais punirem a criança com castigos físicos frequentemente, a mesma vai absorver aquilo como uma forma de lidar com seus problemas, já que em seu desenvolvimento, aquilo foi tratado com normalidade.

Essa punição pode afetar a criança na forma que ela se expressa, se comunica e faz com o que o vínculo familiar se enfraqueça, já que passa a ver os pais com certa agressividade e rancor. Este tipo de educação limita. Ao invés de conversar e refletir sobre seu erro para que ele não se repita, ela apenas é punida e não entende o porquê daquilo. Como diria George Washington Carver, “A educação é a chave de ouro que abre a porta para a liberdade”, e a punição física faz o contrário, ela torna a criança retraída e com medo de expressar o que tem dentro de si, deixando-a cada vez menos liberta para viver a sua verdade.

Essa lei impede muitos meninos como Bernardo, que foi homenageado com o nome “Lei do menino Bernardo”, de serem mortos com a violência doméstica. Ela é um apelo para que o simples tapinha não acabe em tragédia. Escolas e pessoas próximas da família que virem agressão física contra a criança, deviam denunciar tal ato ao conselho tutelar, para que assim sejam tomadas as devidas providências a este ato.