Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 15/05/2020

Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

A Lei da Palmada, que jé teve versões em 1990 e em 2014, previne que aconteçam crimes hediondos como o espancamento, a agressão ou até mesmo a morte de crianças e adolescentes, por parte daqueles que as protegem. Mas, o que realmente devemos levar em consideração quando tratamos de abordar esse assunto é,  essa lei previne violência ou interfere na criação dos jovens?

Atualmente, esse é um assunto muito polêmico, pelo fato de que hajam diversas discordâncias, quanto ao tema. Alguns defendem a Lei da Palmada, alegando, assim como o Art. 17-A do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que os pais tem o dever de educarem os seus filhos através de meios disciplinares que façam os mesmos prosperarem na sociedade de forma coesa, ensinando os mesmos com ética e responsabilidade, deixando de lado os meios primitivos, como punições através de agressões, humilhações ou atos de crueldade. Mas, com base nessas informações, Eliane Brum, participante da revista Época, visa que quando era criança, levava palmadas, algo bem diferente de violência e enfatiza que as mesmas levaram ela a ter uma conduta mais ética perante a sociedade, já que as mesmas foram atos de amor e educação.

Para a maior parte das vítimas de violência quando jovem, esses métodos de conscientização e ensinamentos estão ultrapassados, como salienta a carteira Valquíria Alves, onde deixa claro que ao passar pela experiência de palmadas quando criança, não vê esse método de ensino como favorável para a construção da ética de suas crianças e alega nunca ter encostado um dedo nas mesmas. Mas, já para Manuel Silva, que também passou pelas mesmas experiencias quando mais novo, é a critério dos responsáveis pela criança decidirem o melhor para o seu ensino, mas contrapõem que não faria algo o tipo com suas próprias filhas.

Logo, com base em todos esses dados, a Lei das Palmadas é de fato relevante na nossa sociedade e seria consciente por parte do Ministério da Educação ou do ECA, adotarem ela como uma medida de prevenção, porque a partir do momento que responsáveis utilizam de palmadas para a formação ética de jovens, eles podem em algum momento se alterar e o que era antes apenas um método para chamar a atenção das crianças quanto a suas atitudes, pode se transformar em uma agressão que posteriormente pode gerar a morte de crianças e adolescentes.