Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?
Enviada em 16/05/2020
Desde o surgimento da espécie humana, tem-se um cuidado extremo com as crianças, seja porque existe nelas a continuação do legado de um povo ou por zelo da sociedade. Independente do motivo, felizmente, sempre são encontrados vários métodos para atos protecionistas: primeiro, o Estatuto da criança e do adolescente e agora, a lei menino Bernado, que acopla ao mesmo a proibição de castigos físicos contra os pequenos. Esse tipo de violência era usada como modo de criação, algo totalmente incabível tendo em vista as várias consequências negativas que esse ato provoca.
Na sociedade brasileira, esse tipo de criação era e, tragicamente, ainda é usado majoritariamente pelas famílias. Isso ocorre pois é mais instantânea uma mudança de comportamento por atos coercivos que por conversas, o que agrada os pais da contemporaneidade já que não precisam gastar o seu raríssimo tempo livre, repreendendo seus filhos. Entretanto, eles não percebem que usando esse método a criança além de os afastar, acrescenta ao seu comportamento atos tão violentos quanto.
A parcela de indivíduos que ainda usam o método da “palmada” é a mesma que permanece com atos conservadores, não conseguindo se atualizar por conta do pensamento estagnado. Um exemplo claro disso, é quando um pai e um filho brigam por divergências no pensar. O genitor não aguentando ser questionado e negado, tendo uma clara postura patriarca, ameaça bater-lhe se não se silenciar.
Portanto, para o bem estar da sociedade e que a infância não seja lembrada como algo doloroso, a lei precisa ser cumprida. O Estado deve ser mais contundente em suas ações; não apenas fazendo leis, mas as botando em prática. Para isso, deve-se aumentar o número de assistentes socais nas escolas e sedes de conselhos tutelares nos estados. A mídia ajuda conscientizando os adultos que ainda usam esse tipo de abuso com os filhos, utilizando-se de programas televisivos e palestras.