Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 19/10/2020

Segundo Maquiavel, em sua obra “O príncipe”, é melhor o líder ser temido do que amado, tendo em vista essa premissa em uma relação familiar, na qual os líderes são representados pelas figuras de pai e mãe, poderia se dizer que o melhor é ser violento para que haja obediência, contudo, a utilização desta para educar já é defasada e deixa de ser educativa para ser traumatizante. Com a criação de lei que proíbe a utilização de agressão para “corrigir” os filhos se torna possível utilizar de outras vertentes, como o diálogo, para uma melhor criação e desenvolvimento infantil.

Em primeira análise, com a Lei Menino Bernardo, lei responsável por punir a utilização de agressões físicas como medida de disciplina em crianças e adolescentes, se tornou mais fácil denunciar casos de abuso de poder por pais. Além disso, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, a educação violenta estimula a propagação desse tipo de atitude, como uma reação em cadeia, sendo possível criar-se traumas psicológicos que durem uma vida.

Outrossim, ao se comparar os dois tipos de educação, é notório se encontrar diversos benefícios na educação não-violenta, que estimula a criança e o adolescente a entender seus próprios sentimentos e também aos pais que entendem como ser firme, porém gentil, segundo uma pesquisa da Educação pela paz. Com esses dados, o avanço social se torna visível, pois em uma sociedade tão rápida quanto a atual, é preciso que se tenha a atenção para esse fator que por diversas vezes se torna esquecido, sendo ele o jeito correto e mais proveitoso de se educar.

Portanto, a criação da lei que proíbe a violência contra crianças e adolescentes é um marco social. Tendo em vista a maior adesão nessa nova versão de ensinar, as escolas, em conjunto com o Ministério da Educação, devem abordar crianças, adolescentes e responsáveis, apresentando os benefícios da nova educação e também como funciona a lei, por meio de palestras e encontros, para  que assim haja uma menor ocorrência em denúncias de agressões e em um futuro próximo, a nova geração já determine esse novo ensinar como o melhor e mais produtivo.