Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 12/03/2021

O filme Preciosa´´ narra a vida de Claireece, mas conhecida como Peciosa, ela é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai e abusada pela mãe, ela cresce em um ambiente tóxico e sem nenhum tipo de amor. Ao passar da trama, os abusos físicos e psicológicos que Preciosa`` desenvolveu desencadeia vários problemas, como a gravidez na adolescência e a evasão escolar. Analogamente, percebemos as consequências de um lar tóxico para os jovens, no qual os pais pensam que os castigos e as palmadas resolveram os problemas sem mesmo conversarem e ouvirem os dois lados.

Segundo o Papa João Paulo II, a violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano.  Desse modo, as pessoas acabam vendo a violência como o meio de se resolver todos os problemas, assim como os pais vêm que os castigos e as palmadas são os melhores meios para se educar uma criança. Contudo, isso apenas cria ´´cicatrizes`` e problemas psicológicos que acabam afastando cada vez mais os jovens de terem relações harmônicas com os pais.

Sem contar, que crianças que tiveram pais violentos as chances delas se tornarem violentas com os seus filhos são altíssimas. De acordo com um estudo publicado no Journal of Pediatrics, espancar uma criança torna mais provável que quando ela crescer será mais violentas em suas futuras relações. Ademais, não existe uma lei que ofereça punições severas, sem contar no descaso de escolas e creches que sabem que a criança foi violentada, contudo não toma nenhuma providência.

Infere- se portanto, que medidas devem ser tomadas para que o quadro problemático seja minimizado. O Ministério da Educação em parceria com o Estatuto da Criança e do Adolescente devem criar uma lei que ofereça punições mais severas para pais que cometem esse tipo de violência. Outrossim, será obrigatório que as instituições escolares que perceberem que seus alunos sofrem violências doméstica denunciem para o Estatuto da Criança e do Adolescente para que os responsáveis sofram as devidas punições.