Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 14/03/2021

Dividindo o Brasil por ser uma decisão de cunho familiar e subjetivo, a palmada como forma de disciplina ainda possui grandes ligações com o passado histórico. Sendo muito estudada por diversos sociólogos, essa forma de educar apresenta-se como uma “faca de dois gumes”, podendo machucar ou cumprir seu objetivo. Desta forma, é necessário entender o que leva à pratica dessa correção e os motivos pelo qual é uma forma de violência disfarçada de educação.

Em uma primeira análise, deve-se considerar o contexto familiar em que a palmada está inserida, ou seja, de hereditariedade, já que os pais foram educados desta forma e, consequentemente consideram que amedrontar é a melhor forma de educar. Ademais, a relação entre violência e aprender ganha força, embasando pais no retrógrado ditado: “Só aprende a respeitar se apanhar.”

Sendo assim, os efeitos na formação dos indivíduos são muitos e aparententemente imutáveis. As crianças, em geral, tendem a se tornarem adultos violentos,a criarem fobias sociais decorrentes dos maus tratos na infância, além de severos quadros de problemas psicológicos, dados comprovados pelo DataFolha que afirma que 2% dos brasileiros foram traumatizados por tais agressões.

Assim sendo, a lei da palmada garante o gozo da infância livre de violência. Ainda assim, é premente a intervenção do Estado em sua manutenção. Ao Ministério da Saúde, cabe disponibilizar atendimento psicológico para os afetados, com auxílio de profissionais capacitados para lidar com esse público, via SUS, objetivando a formação de adultos livres da violência. Somente assim pode-se garantir uma infância liberta de abusos físicos e psíquicos como forma de educação.