Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 20/06/2021

Durckeim defendia que a sociedade prevalece coercitivamente sobre o indivíduo. Nesse contexto, um povo formado por valores violentos perpetuados ao longo do tempo, instigou a população de hoje, marcada pela banalização das agressões em jovens. Logo, destacando a necessidade de se debater a forma como se é aplicada a intervenção na educação.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar o papel da família na educação do filho ingresso na comunidade. A infância é marcada por aprendizado e formação da identidade do jovem que, sendo influenciado por comportamentos brutos, podem dar continuidade a este ciclo de agressão. Dessa forma, destacando a importância da atuação positiva coletiva.

Em adição, deve-se destacar o peso da ausência da execução da legislação. Fruto da normalização de atos violentos, a brutalidade tem tomado conta de parte significante das famílias. Um exemplo disso é o caso do menino Henry de 4 anos que foi extremamente agredido pela mãe e o padrasto, vindo a óbito. Assim, reafirmando a necessidade da aplicação severa da lei.

Portanto, todo esse cenário demonstra uma falha no modo educacional contemporâneo. Nessa conjuntura, cabe ao Ministério Público, órgão responsável pela defesa da ordem jurídica com base na constituição, em parceria com o Ministério da Educação, ser mais comprometido e investigar em escolas, a partir do treinamento de professores capacitados de identificar casos urgentes, crianças vítimas do barbarísmo. Dessa forma, podendo levar ao órgão responsável para devidas medidas serem tomadas e evitar casos como o de Henry. A educação positiva gera crianças, logo adultos, menos violentas e capazes de enfrentar problemas sem muitas dificuldades.