Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 02/07/2021

A filósofa Hannah Arendt, utiliza a expressão “Banalidade do Mal”, para explicar o formato trivial de instalação de problemáticas em sociedades. Essa perspectiva, simboliza o comportamento da sociedade diante da palmada, já que é justamente a habitualidade frente à questão que a agrava e a aprofunda no corpo social. Nesse sentido, torna-se claro que essa situação tem como origem a educação recebida pelos pais, utilizando o medo para tornarem indivíduos obedientes. Assim, cabe a análise das causas, consequências e possíveis soluções para esse imbróglio.

Em primeira análise, é notório que antigamente o uso da violência era comum na educação dos jovens, visto que, os pais acreditavam que para criar um cidadão do bem e obediente, era necessário utilizar a agressão física e psicológica como consequência de seus atos. De acordo com o filósofo John Locke, o ser humano é uma tela em branco preenchida por experiências e influências, portanto, torna-se claro que tal agressividade é resultado de influências de gerações passadas e é vista de maneira natural, gerando um ciclo de maus tratos.

Ademais, tais agressões influenciam no comportamento e desenvolvimento dos jovens, uma vez que, são ensinados a obedecer os pais por medo ao invés de respeito. Com base na teoria de John Locke, há grandes chances das crianças vítimas de agressões se tornarem adultos violentos e intolerantes, além de tornarem-se mais vulneráveis a desenvolver algum tipo de transtorno mental que o atrapalhe no convívio em sociedade.

Portanto, é dever do Governo Federal investir em contratações de agentes do Conselho Tutelar, sendo imprescindível a visita dos mesmos na residência dos jovens, para que haja uma fiscalização eficiente a fim de evitar tais agressões. Ademais, cabe ao Ministério da Educação disponibilizar psicólogos no ambiente escolar para observar o comportamento dos alunos, para que assim, ocorra a diminuição dos casos de violência contra crianças e adolescentes.