Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?
Enviada em 26/07/2021
No século vigente, as crianças e adolescentes recebem uma educação que se difere das gerações passadas em diversos aspectos: o acesso ao conhecimento foi facilitado, os pais encontram-se mais distantes da vida dos filhos devido às jornadas de trabalho.Dessa forma, métodos conservadores utilizados na educação dos cidadãos, como a agressão aplicada na forma de medida corretiva são considerados retrógrados e ineficientes, uma vez que é entendido pela criança que a violência é uma resposta imediata a uma atitude errada.
À vista disso, essa ineficácia pode ser evidenciada pelo futuro comportamento dos agredidos na adolescência. A tendência à omissão de fatos e problemas pode ser agravada, haja vista que o jovem não possuirá confiança nos pais. Ademais, a repreensão já prevista pelo indivíduo, juntamente com a possível punição, são fatores desestimulantes, cuja consequência notabiliza-se na formação de crianças indefesas e inseguras. Nesse contexto, os impactos na vida da vítima que sofre agressões frequentemente são todos negativos: aumento da agressividade, comportamento antissocial, desempenho escolar prejudicado, relações entre familiares afetadas, bem como danos físicos diretos, como fraturas e até mesmo o óbito.
Portanto, conclui-se que a agressão física às crianças é uma atitude que não se ajusta na sociedade contemporânea. A fim de amenizar os casos já existentes, o Conselho Tutelar deve atuar de maneira contundente nas escolas das redes públicas e particulares, com o fornecimento de visitas regulares à psicólogos e assistentes sociais. A Legislação brasileira deve reforçar a fiscalização dos pais e responsáveis, aplicando também penas como a prestação de serviços comunitários. Ademais, é preciso que a mídia, nos principais meios de comunicação como a TV e a internet, atente-se à conscientização dos adultos, por meio de novelas, filmes ou matérias que retratam o diálogo entre pais e filhos como principal meio educador.