Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 04/11/2021

Na obra “O Príncipe”, do filósofo Nicolau Maquiavel, é postulada a ideia de que os governantes devem agir de modo a garantir o bem universal. Entretanto, ao analisar na conjuntura brasileira, contata-se uma realidade distinta da premissa supracitada, pois o governo é negligente quanto a lei da palmada que ainda se faz presente na sociedade brasileira. Isso se dá, principalmente, pela inexistência desse assunto nas redes de comunicações atuais e pela ausência de ações estatais para o combate ao problema.

A princípio, vale ressaltar que a falta de importância que esse caso tem para a sociedade é um dos fatores que causam o crescimento de tal temática. Nesse sentido, segundo o filósofo Confúcio, não corrigir as falhas feitas é o mesmo que cometer novos erros. Sob essa visão, é possível afirmar que se encontra uma falha no sistema brasileiro, por não inserir projetos sociais nas comunidades em emissoras de televisão e rádios, e mostrar que esse tópico é importante para estabelecer uma relação harmônica entre os indivíduos, por isso, deve ser debatido.

Outrossim, é necessário apresentar que a ausência de ações vindas do Estado é um problema bastante relevante para tal tema. De acordo com o escritor Oscar Wilde, o Estado deve fazer o que é útil para o bem da sociedade. Em vista de tal citação, fica evidente que o Estado não cumpre com o seu papel, visto que a carência de investimentos na segurança da criança, como um veículo de melhorias para esse transtorno, faz com que esse fator cresça cada vez mais e acabe por ocasionar tal estorvo, então, é necessário tomar as providências cabíveis.

Portanto, medidas devem ser tomadas para a inclusão da lei da palmada no Brasil. Logo, é preciso que o Estado, em conjunto com o Ministério da Comunicação, insira na sociedade rodas de debates e campanhas publicitárias televisivas para a população, por meio de projetos públicos, já que propagandas e palestras educativas podem mostrar as realidades vividas e conscientizar os habitantes de que esse problema é importante e precisa ser mais valorizado. Desse modo, haverá uma melhoria no problema de modo coletivo e não apenas para uma parte da população, e a ideia que é retratada no cenário de “O Príncipe” irá se reproduzir na realidade brasileira.