Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?

Enviada em 17/11/2021

Embora alguns indivíduos concordem que acabar com a violência, como um método para corrigir certos atos das crianças e dos adolescentes, seja uma intervenção na criação, a Lei da Palmada representou um avanço social para a sociedade contemporânea, visto que ela pode evitar diversos traumas e homicídios. A partir de tal problemática, percebe-se que a violência, sobretudo a física, é usada para educar, geralmente, devido à crença de que o sentimento de medo gerado na criança vai resultar no respeito e na obediência. Essa situação pode ser explicada a partir de dois fatores: a pouca divulgação em relação aos métodos educativos eficazes e a falta de diálogo com os filhos.

Nesse sentido, a pouca divulgação em relação aos métodos educativos eficazes pode dificultar o entendimento da sociedade sobre a importância de uma educação sem a violência. Conforme o filósofo Steiner, a pedagogia Waldorf é uma aborgagem de educação infantil que valoriza o desenvolvimento das habilidades úteis à vida, por exemplo as cognitivas e as emocionais. Por conseguinte, é possível afirmar que as bases das formações intelectual e pessoal das crianças precisam ser incentivadas por métodos desassociados à violência, os quais aprimoram os pontos positivos e ajudam a melhorar os pontos negativos, por exemplo.

Ademais, a falta de diálogo com os filhos mostra que comportamentos esperados pela imaturidade das crianças, tais quais chorar demasiadamente para conseguir um brinquedo novo e dizer palavras grosseiras, podem ser considerados transgressivos pelos pais e consequentemente ser corrigidos com violência. Segundo essa perspectiva, o site de notícias G1 relatou a morte de Henry, uma criança de oito anos que era frequentemente agredida por causa de atitudes imaturas ligadas à infância, causada pelo padrasto cuja crença é, provavelmente, baseada na provocação do medo a fim de obter respeito. Tal exemplificação evidencia que a paciência na condução de um diálogo com as crianças pode evitar não só os traumas psicológicos causados pelo sentimento de medo, como também as lesões graves causadas pelas agressões, as quais, muitas vezes, são responsáveis pelo óbito de crianças.

Em suma, a mídia deve promover métodos educativos com abordagens voltadas para o desenvolvimento cognitivo e emocional de qualidade, por meio de propagandas que mostrem as técnicas das escolas e os resultados no comportamento das crianças, para que a sociedade entenda que não é preciso usar violência para educar. Além disso, os pais devem desvincular o sentimento de medo com a obtenção de respeito dos filhos, por intermédio da promoção de diálogos que compreenda a imaturidade das crianças, com o intuito de obter uma relação de confiança entre eles e, por consequência, o respeito. Dessa forma, a Lei da Palmada pode ser condiserada um avanço social.