Lei da Palmada: Avanço social ou intervenção na criação?
Enviada em 18/09/2022
Aprovada em 2014, a Lei da Palmada proíbe o uso de castigos físicos ou tratamentos cruéis e degradantes para crianças e adolescentes em todo território nacional. No entanto, infelizmente algumas crianças ainda sofrem tais castigos. É necessário, assim, entender como esses tratamentos afetam as crianças e quais as dificuldades para combatê-los.
Primeiramente, entender as consequências dessas punições para as crianças é fundamental. Segundo pesquisa realizada pelo especialista em psiquiatria infantil, Daniel Monnerat, as principais consequências da violência infantil são o humor deprimido, irritabilidade, isolamento social e perda de interesse em atividades antes prazerosas. Essas reações acarretam, nas crianças, maior agressividade e desmotivação, causando, desta forma, uma grande dificuldade de interação social.
Além disso, compreender as dificuldades do combate à violência infantil é essencial para erradicá-la. De acordo com a Secretaria de Atenção à Saúde, o medo de uma punição ao denunciar, a aceitação de que as agressões são para “educar” e a falta de infraestrutura para acolher as crianças, são os principais fatores que impedem o fim da violência contra crianças, por conta disso, centenas de crianças acabando sendo agredidas e assim sofrem tanto física quanto psicologicamente.
Com base no que foi apresentado, é notório que a persistência da violência infantil deve ser combatida. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal em parceria com as redes midiáticas - responsáveis pela disseminação de informações - produzirem anúncios incentivando a denúncia da violência contra criança e mostrando as consequências de tais agressões no desenvolvimento infantil, criando, assim, uma sociedade mais segura para os jovens.