Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 14/09/2019
Durante o início das civilizações, com a ascensão do poderio ateniense, na Grécia antiga, o corpo masculino era extremamente idealizado, tanto que eram representados em grandes estátuas e até mesmo, nas descrições corporais dos deuses gregos. Em paralelo a isso, hodiernamente, com o avanço da tecnologia, da ciência e ainda, do pensamento idealizado do corpo perfeito, tal culto à forma física representa sérios problemas aos indivíduos, no século XXI.
A priori, cabe ressaltar a música da cantora americana Beyoncé, “Pretty hurts”; essa música crítica o poder manipulador da mídia e de empresas de moda sob o corpo feminino, principalmente. Além de demonstrar os problemas de autoestima e depressão que bombardeiam as mulheres todos os dias. Determinada canção, infelizmente, retrata a realidade no mundo atual. Dá-se para exemplificar esse problema com a atuação da mídia, visto que novelas, revistas e propagandas, no decorrer de toda a história, idealizou esteriótipos de magreza, de cabelos lisos e loiros e ainda, da pele branca. Desse modo, o poder de influencia da mídia sobre a forma física representa um risco à autoestima e amor próprio do indivíduo.
A posteriori, outros problemas que corroboram para a enfermidade das pessoas, no século XXI, são os procedimentos estéticos de risco e o pensamento sobre si próprio. Nesse contexto, é preciso destacar o pensamento do grande revolucionário indiano Mahatma Gandhi; para ele, as doenças são resultados não só das nossas atitudes, mas dos nossos pensamentos. De forma análoga, as doenças como a bulimia, anorexia, obesidade, ansiedade, depressão e as demais relacionadas à busca incessável e impossível do corpo idealizado são exemplos de enfermidades que se expandem devido ao pensamento anti-nascizista (pois no mundo atual, as pessoas não se matam mais por amor-próprio, mas por não se amar de modo algum). Tal situação é caótica, contudo, mutável.
Logo, é necessária a intervenção à liberdade de pensamento e de atitudes desses indivíduos no que tange ao problema de culto à forma física, visto que representa uma ameaça à saúde mental e humana da sociedade. Dessa maneira, é preciso que o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Mídia e Tecnologia discutam e promovam acordos em prol da integridade dos cidadãos. Para isso, devem ser excluídas propagandas nocivas à autoestima, além de tornar obrigatório um espaço destinado à compartilhar informações quanto a importância da saúde e sobre os limites da busca “pelo corpo perfeito”, tudo isso por meio da criação de leis que regularize, fiscalize e imponha tais regras e parâmetros para todas as emissoras de televisão, rádios e revistas. Desse modo, pois, atingir-se-á a revolução que tanto lutou Mahatma Gandhi.