Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 27/10/2019

Durante a Pré-História, o corpo era considerado a arma de sobrevivência dos indivíduos, tanto para a caça quanto para a fuga dos predadores. Mesmo assim, os padrões de beleza já tinham notoriedade quando o homem começou a viver em grupos. Embora, tenha sido há anos atrás essa realidade ainda persiste contemporaneamente correlacionada ao culto à aparência no século XXI: gradativamente, o narcisismo das pessoas corroboram para o desenvolvimento de problemas alimentares e para a influência das mídias no comportamento do individuo, preso em um bolha sociocultural.

O Brasil é o segundo país onde mais se realiza cirurgia plástica, perdendo apenas para os Estados Unidos. Mas a imposição do ideal de um corpo perfeito aliada às facilidades de realizar esse tipo de procedimento são também responsáveis pelas frequentes mortes de mulheres, vítimas de operações mal sucedidas. Mas o que leva as brasileiras a arriscarem suas vidas em troca de seios, nádegas ou até mesmo púbis considerados perfeitos?

De acordo com dados da Isaps, 86,2% das cirurgias plásticas no mundo são realizadas por mulheres. O aumento de seios continua sendo a cirurgia plástica mais realizada (15,8%) entre os 2,5 milhões de procedimentos por ano, seguidos da lipoaspiração (14%) e da cirurgia de pálpebra (12,9%).

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para conscientização da população brasileira a respeito do problema, o Ministério da saúde e parceria com canais midiáticos crie, por meio das redes sociais, anúncios e propagandas, que incitem os padrões estéticos com mais rigidez, promovendo a diversidade de aparências e os malefícios causados pelo mesmo. Ademais, o Ministério da educação, por meio de uma cartilha escolar, crie projetos de entretenimento relacionado ao culto ao corpo aos alunos, garantindo a reflexão. Somente assim, será possível combater a ideia do narcisismo contemporâneo.