Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 25/10/2019
No filme ‘‘o mínimo para se viver’’, é mostrado a vida de Ellen, uma mulher que põe em risco sua saúde física e mental, tudo isso para alcançar o corpo ‘‘perfeito’’. Todavia, não é somente na ficção que práticas dessa natureza ocorrem. Tendo em vista que, segundo o site ‘‘O Globo’’, um de cada três brasileiros estariam dispostos a fazer tratamentos arriscados desde que esses lhe rendam uma fisionomia esbelta. Dessa forma, cabe debater quais os motivos que fazem o culto à forma física ser uma atividade errônea.
De início, vale ressaltar que, o Darwinismo social foi uma teoria criada por Herbert Spencer, e essa tese defendia que havia á superioridade de uma determinada etnia sobre as outras. No entanto, mesmo sendo uma concepção preconceituosa, essa medida ainda é utilizada pela indústria da moda, posto que, de acordo com o site ‘‘quebrando tabus’’, 60% dos modelos profissionais são brancos, altos e magros. Dessarte, essa preferência por determinadas fisionomias corrobora para a persistência da intolerância contra pessoas que não se encaixem no perfil susodito.
Em segundo lugar, deve-se destacar que, segundo o site ‘‘Correio Braziliense’’, anualmente cinco mil indivíduos adoecem ou morrem por conta de técnicas para atingir determinadas resultados estéticos. À vista disso, o ato de padronizar a beleza vai contra a Constituição dos direitos humanos. Posto que, uma das clausuras dessa carta magna defende que exista o direito a uma saúde de qualidade. Destarte, essa concepção de moda deve ser alterada, visto que ele acaba por ceifar diversas vidas.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, a mídia deve desmistificar a concepção de que existe apenas uma forma de beleza. Isso pode ser feito por meio de propaganda e campanhas, que mostre pessoas que mesmo não estando no padrão de perfeição corpórea, ainda amam seus corpos. Desse modo, a fazer com que as pessoas se aceitem, e por consequência, evitem passar pelo mesmo frama vivido pela personagem Ellen.