Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 04/05/2020

Durante a época medieval, uma pessoa considerada bonita possuía um corpo curvilíneo, pois remetia à nobreza, já nos anos 2000 a magreza extrema passou a ser desejada, ou seja, o conceito de beleza é subjetivo e varia de acordo coma a cultura e os costumes de um povo, em um determinado tempo e local.

Mesmo assim, após o clímax da globalização, diversos esteriótipos irreais começaram a ser disseminados pela mídia, causando inúmeros impactos negativos na saúde mental e física de diversas pessoas, principalmente mulheres. Deste modo, uma das primeiras ações midiáticas referente a esse assunto no Brasil, foi em 1986 com a revista “Boa Forma” que possuía diversas dietas duvidosas prometendo um rápido emagrecimento.

Sendo assim, o perfil estético magro se enraizou em nossa sociedade de tal modo que uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, em 2016, revelou que 8 a cada 10 mulheres têm, ou já teve algum distúrbio alimentar ou de imagem, além de 85% delas acreditarem que ser magra traz felicidade. Através disso, podemos inferir que um padrão de beleza pode desencadear uma série de consequências negativas que perpetuam durante anos.

Portanto, é de suma importância que o Ministério da Saúde contribua para o rompimento desse ciclo vicioso por meio da elaboração de medidas que readequem os costumes da população em relação à estética, pois de acordo com a Naomi Wolf na obra “O mito da beleza”, o belo não prescreve aparência e sim comportamentos. Por conseguinte, as relações dos indivíduos com os seus corpos irão ser mais harmônicas e saudáveis, fisicamente e psicologicamente.