Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 23/07/2020
Desde de antigamente surgiram diversos padrões de beleza tanto em homens quanto em mulheres. O tempo certamente é uma variável que contribuiu para o processo de modificação na idealização do que é considerado belo. Entretanto o período não é o único fator responsável por essa mudança, a questão cultural exerce grande influência. O fato é que essas alterações vêm causando reflexos no comportamento social.
Na idade média a beleza estava vinculada ao excesso de peso, quanto mais obesa a pessoa mais saúde ela possuía. Atualmente essa apreciação foi substituída por corpos mais delgados e tonificados, influência direta das passarelas e celebridades. A preocupação constante com corpos sarados, dieta, cirurgia plástica, cor da pele torna-se hoje em dia algo comum com que as pessoas convivem. No livro “O Olho Mais Azul”, a protagonista reza todos os dias para ter olhos azuis, pois é zombada pelas crianças por sua pele negra e seu cabelo crespo. Isso demonstra claramente a idealização de uma beleza europeizada.
Recentemente uma modelo sul coreana plus size foi destaque na revista ELLE Korea, isso foi um fato marcante, pois a Coréia do Sul é um país rígido em relação aos padrões de beleza. O reflexo dessa característica na sociedade advêm diretamente dos ídolos do Kpop. As pessoas tentam igualar-se a ícones inalcançáveis. O país é um dos que mais realiza cirurgias plásticas, mas condenam essa atitude, existe um termo discriminatório para referir-se às pessoas que passam pelo procedimento - Gangnam Beauty - ou seja, uma beleza comprada no bairro de Gangnam.
Portanto, percebe-se que hoje as pessoas são influenciadas por padrões que são reproduzidos nos ambientes midiáticos nos mais diversos países, impondo verdadeiros regimes de beleza que podem afetar o psicológico. Um importante passo para desconstruir a ideia de que existe um padrão de beleza é que mais revistas sigam o exemplo da ELLE e que as mídias sociais parem de ver a beleza como um produto e aceitem o real. Assim as pessoas poderiam ser livres para amar o seu eu, sem preconceitos.