Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 27/06/2020

Com o surgimento da globalização, muitos conhecimentos foram disseminados pelo mundo. Com isso, a mídia tornou-se grande difusora de modos de cultura e de vida, um deles foi o culto a forma física que vem manipulando e moldando uma espécie de corpo padrão. Assim, acaba por se gerar impactos negativos na saúde dos indivíduos que buscam ter esse corpo, exemplificando esses impactos, aponta-se a depressão que tanto preocupa o mundo e a imposição autoritária desse modo de vida na atualidade.

Em primeiro lugar, deve-se mencionar que a busca pelo padrão e culto a forma física constante geram impactos psicológicos nas pessoas. Dessa maneira, cita-se a indústria cultural que é a principal influenciadora desse culto nos indivíduos, apresentando apenas o interesse do pensamento dominante. Nesse aspecto, é perceptível que essa indústria não se importa em como as pessoas irão reagir para alcançar o objetivo de se adequarem ao tal padrão mundial de beleza. Portanto, como consequência dessa busca constante, a depressão surge na vida delas pelo fato de se frustrarem, pois não chegaram ao corpo ideal que a mídia apresentou e, com isso, surge um sentimento de não pertencimento a sociedade.

Além disso, salienta-se que a imposição desse culto incessante e exacerbado a forma física se dá de forma autoritária na sociedade. Sob tal ótica, insere-se o pensamento sobre a modernidade liquida de Bauman, em que as relações sociais são marcadas pela volatilidade do consumo. Desse modo, o mundo globalizado não é estático, está sempre mudando e trazendo novos padrões, o que força as pessoas a tornarem-se reféns desse pensamento, além de alienar os próprios indivíduos. Nessa lógica, esse culto intenso a forma vem gerando uma grande pressão estética entre as pessoas e as que não seguem esse padrão, estão fadadas a exclusão e ao preconceito.

Em síntese, é notório que no mundo moderno a fluidez está presente em todas a relações e por isso, torna-se necessário que o Governo Federal estimule campanhas de orientação em todos os canais midiáticos, usando a mídia a seu favor – fazendo postagens de cunho educacional e vídeos curtos para estimular um pensamento de que não existe um corpo padrão para se viver – apresentando que o adequado é viver saudável, com mente e corpo estáveis. Ademais, as escolas devem ser protagonistas também no projeto de promover palestras, ensinando seus alunos desde cedo a importância de não serem vítimas de alienações. Assim, problemas psicológicos gerados por essa imposição cultural não mais existirão.