Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 31/05/2020
Em virtude do cenário atual, é possível compreender como a culto aos padrões de beleza e a forma física tornaram-se prejudiciais, em destaque nos dias atuais, pois com a democratização do acesso à redes sociais, são expostos padrões considerados ideais pela mídia, com uma facilidade nunca antes vista. Assim, a ditadura da beleza torna-se excludente, e acarreta na rejeição e exclusão dos indivíduos que não encaixam-se nos padrões do culto a aparência, além de possuir raízes históricas e raciais. A frase de Bauman, um sociólogo polonês, exemplifica tal ideia, “Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar”, logo demonstra que com a liquidez em diversos âmbitos sociais, acarretam em uma sociedade individualizada e banalizada.
A priori, a forma como os padrões estéticos foram construídos possuem um caráter racial e excludente marcante, pois desde o momento da colonização há um culto aos padrões europeus, e desprezo pelos demais, principalmente do negro. Assim, as demais minorias também são rejeitadas, que leva a rejeição de seus corpos, e a tentativa de atingir o “corpo perfeito”, que acarreta em diversos problemas. Logo pedem levar a bulimia, anorexia, depressão, ansiedade, transtornos alimentares, aliado a diversos outros problemas psicológicos e físicos, com cada vez mais ocorrências entre a juventude.
A posteriori, o culto à forma física demonstra a forma como a sociedade é escrava dos padrões físicos e estéticos moldados pela mídia com o passar das décadas, e como a busca pelo “corpo ideal” é prejudicial, em destaque aos jovens, que estão em um momento de amadurecimento e conhecimento pessoal. Assim a apreciação do modelo de beleza é extremamente prejudicial, pois além de fomentar a o âmbito capitalista, com a procura de diversos produtos estéticos “milagrosos”, fomentam a busca ainda mais desenfreada pelo o que é considerado belo.
Destarte a essas informações, é necessário que as empresas e companhias de beleza, alterem seu padrão físico e estético, abrangendo diversas outras fisionomias, por meio da divulgação de campanhas publicitárias, em que não ocorra a exclusão e o culto exagerado a forma. Também se faz necessário que o governo, através dos meios de comunicação e campanhas, explicite a sobre os malefícios do culto excessivo à beleza, junto as diversas doenças físicas e psicológicas que causam, além da assistência necessária, por meio do SUS. Assim, visando a construção de uma sociedade livre e diversa, em que o culto à forma física não seja uma prisão e objeto de desejo compulsório por parte da população, junto a uma maior representatividade dessas pessoas na sociedade.