Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 26/06/2020

A forma que o corpo é cultuado através dos anos teve uma brusca mudança, desde os gregos até nossa atualidade, nos dias atuais os biotipos são totalmente ignorados. Muitas pessoas acabam desenvolvendo doenças psicossomáticas devido a pressão estética que é constantemente reforçada por diversos fatores.

Embora a anorexia e a bulimia sejam distúrbios predominantes em mulheres, homens também sofrem com a opressão do corpo físico. A sociedade impõem de diversas maneiras uma influência do que seria considerado o “corpo certo”, sejam em modelos de passarela que são consideradas as “mulheres mais lindas do mundo” ou até pelo bullying que crianças e adolescentes sofrem durante sua vida escolar por não estarem cumprindo com o padrão de beleza ocidental.

A pressão para ter um corpo perfeito é vista em âmbitos familiares, onde tias que dizem que para emagrecer basta “fechar a boca”, uma dica muito perigosa para infanto-juvenis que podem desenvolver transtornos alimentares e até acabar perdendo suas vidas. Pouco se foi falado em redes de TV aberta sobre esses assuntos, desde que na famosa novela “Malhação” da Rede Globo foi apresentado apenas um caso desse tema o qual ainda é muito atual e atinge diversas pessoas.

Considerando que o culto a magreza é muito forte e incentivado de formas subliminares por inúmeros setores sociais e de representação da mídia, cabe a população junto ao MEC reverter essa situação, de modo que palestras sobre autoaceitação e hábitos saudáveis sejam realizadas em escolas para promover ao público que mais sofre desse mal, conscientização do dano que a pressão estética é capaz de provocar.