Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 01/07/2020

Atualmente, evidencia-se na sociedade um período conhecido como “era da escravidão”, em que por influência da mídia acaba sendo manipulada, em grande escala são mulheres, por meio de propagandas de indústrias de cosméticos. Desde a Segunda Guerra Mundial a mulher ganhou destaques e direitos que antes não tinha, como, por exemplo o direito ao voto e grandes cargos políticos. No entanto, acabou tornando-se escrava do padrão de beleza imposto pela mídia.

Segundo Émile Durkheim, sociólogo francês, a sociedade é opressora e influenciadora do indivíduo. Sua teoria aplica-se à situação apresentada na medida em que os indivíduos, influenciados pelos padrões impostos pela mídia, submetem-se a riscos de saúde, como desnutrição, anorexia, bulimia, dentre outros distúrbios para alcançarem a beleza física idealizada. Por causa dessa pressão que é feita por parte das pessoas, as pessoas se sentem livres, mas ao mesmo tempo, sabem que, no fundo estão sendo forçados a isso e que a realidade é bem diferente, mas preferem não se expressar, pois sabem das consequências que os outros vão achar por ele/ela expor sua opinião.

Para exemplificar o quão grave é esse assunto, podemos citar a modelo Andressa Urach, que em uma tentativa desesperada em busca do “corpo perfeito” acabou injetando 400 mililitros de silicone em cada coxa e por fim contraiu uma infecção que fez com que ela precisasse ficar internada em estado grave. Pois bem! esse pensamento não sai da cabeça da maioria dos adolescentes dessa era, onde a maioria pensa que um procedimento estético vai acabar com todos os seus problemas.

Diante do que foi abordado, é de suma importância que isso comece a ser levado muito a sério por parte das mídias, onde as mesmas podem começar mudando seu estilo de propaganda, colocando assim mulheres do dia a dia, buscando diminuir os efeitos da autoestima e fazer as pessoas sentirem que não estão sendo excluídas. Assim, o ideal de beleza não irá causar tanto mal a quem está a anos sofrendo com isso.