Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 01/07/2020
Vivemos em liberdade, somos livres para nos vestirmos como queremos, livres para usarmos a marca que queremos, livres para escolhermos se vamos ou não fazer uso de maquiagem no dia a dia do trabalho, somos livres para escolhermos quem queremos ser.
Porém, chegamos em um ponto de uma época, onde essa “liberdade” nos aprisionou e, ao invés de sermos quem somos, estamos presos em um padrão de beleza que está impregnado na mente e no conceito da sociedade.
Muitas vezes, nos vemos obrigados a nos sujeitarmos a esses padrões, dos quais, se não usamos a roupa do momento, da moda, aquela que todos estão usando, somos considerados anormais, se não usamos aquela marca cara que é adorada pela maioria, somos considerados incomuns ou antiquados, quando decidimos não usar maquiagem por um dia, nos consideram desleixados, e por escolhermos ser quem queremos ser, nos chamam de esquisitos. Até quando o que chamamos de liberdade não será considerada opressão?
Vivemos em um mundo onde nos últimos 10 anos a tentativa de suicídio, principalmente entre os adolescentes e jovens, tem aumentado cada vez mais. Entre os anos de 1980 e 2000 teve um aumento em 20 vezes os suicídios na faixa de 15 a 24 anos, e esse número cresce a cada dia que passa. O motivo que uma pessoa tem de cometer esse ato, claro que varia de pessoa para pessoa, mas, certamente, em muitos casos o motivo é a pressão da sociedade em impor certos conceitos e padrões, e esse sentimento de liberdade acaba sendo aprisionado, por não se encaixarem nesse padrão imposto pela sociedade.
A solução para esse problema seria uma quebra de ideais que estão querendo ou não, impor no subconsciente de toda a sociedade, como por exemplo: “mulher bonita é a que tem cabelo longo” ou até “para ser bonita precisa ser magra”. Esses estereótipos que podem até levar pessoas ao suicídio precisam sair da mente de todos para podermos finalmente experimentarmos dessa liberdade.