Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 01/07/2020
O culto à forma física, tem sido usada como modo de opressão na comunidade. As pessoas tem buscado formas de transformar o físico, em busca da perfeição de acordo com os padrões. Muitas vezes, interferindo na autoestima de mulheres que não se sentem representadas.
Os padrões de beleza impostos e aceitos pela sociedade mostram que para ter o corpo ideal precisa ser magra, vestir manequim 36, ter cabelos lisos. A mídia usa esse paradigma por meio de influenciadores digitais, programas de televisão, youtubers e etc; que tem se mostrado propenso a propagandas de mulheres com corpo de modelo. O crescimento da mídia fez surgir à indústria da beleza que produz padrões de beleza a sociedade, provocando obsessões sobre como deve ser com o corpo ‘ideal’.
A sociedade imerge em um mundo de beleza e estética, mas se esquecem do mais importante, à própria saúde. Essa pressão social se torna contraditória quando começa adoecer as pessoas. Padrões estéticos não são mais que destruidores da nossa saúde mental. “Com essa transformação do corpo em coisa, o próprio indivíduo se reduziu a um objeto, que só possui valor como ostentação dentro dos padrões preestabelecidos”, diz Alviano. Temos que entender que não existe perfeição e que somos belas da nossa forma e que não precisamos de padrões para sermos felizes.
As pessoas estão se tornando escravas do próprio corpo, vivem na tentativa de alcançar o padrão imposto de corpo ideal, porém nem sempre o atingem e isto acaba gerando baixa autoestima e infelicidade. A mídia deve romper esses estereótipos, com propagandas e programas que mostrem que a verdadeira beleza está no interior e que os padrões de beleza não são verdadeiros e nem são saudáveis. “A gente não precisa se diminuir, se adequar ou se podar pra agradar padrões, a sociedade é que tem que se adequar ao fato de que mulheres são gente”, autor desconhecido.