Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 30/06/2020
Ao longo da história mundial, sempre houve a procura de saber qual o padrão de beleza ideal principalmente para a mulher. Desde a Antiguidade, o matemático Pitágoras via que o corpo ideal teria de ser simétrico e proporcional. Já o período do Renascimento, mulheres com ombros largos, celulites e gordura localizada eram sinal de volúpia e nobreza já que na época não havia uma ostentação alimentícia para todos.
Entretanto, a história foi se modificando com a presença da globalização e o uso das redes sociais cada vez mais presentes em nosso meio. No Brasil, a idealização de um corpo “perfeito” é presente, já que para muitos estrangeiros, o país é considerado por ter mulheres bonitas e magras. Dessa forma, pessoas que tentam alcançar essa “magreza” por meio de exercícios físicos exagerados, alimentação restritiva sem acompanhamento de um profissional e procedimentos estéticos, acabam se frustrando porque nenhum corpo é igual ao outro.
O efeito que isso traz principalmente para a população jovem, pode desencadear diversas doenças como depressão, ansiedade, obesidade, anorexia e bulimia. Muitos desses conteúdos sobre o corpo ideal está presente nas redes sociais e na mídia pois é mostrado que uma mulher em forma, juntamente é considerada bonita e acaba tendo muito mais privilégios do que uma pessoa acima do peso e fora de forma.
Portanto, a arte se expressar através do corpo ao longo do tempo se tornou uma opressão, pois somente o corpo “em forma” poderia ser expresso e o que é de fora desse “padrão” é considerado feio e não merece ser mostrado. Desse modo, por meio do Ministério da Saúde e Educação em parceria com as prefeituras das cidades, promover nas escolas públicas e particulares, palestras que abordam o tema sobre a autoestima, fazendo com que os jovens entendem o valor de seu corpo independente de seu formato mediante o auxílio de profissionais da saúde como médicos e psicólogos.