Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 30/06/2020

Muito se discute acerca de como se deve agir, pensar e ser desde a Antiguidade até os dias atuais. O corpo, principalmente feminino, vêm sendo gradualmente objetificado e padronizado a corpos de vitrines, tirando totalmente a individualidade e humanidade de cada um. Utilizando padrões inalcançáveis como parâmetros de beleza, a mídia e o capitalismo acabam se favorecendo e criando diversas possibilidades para “ser bonita”, ou seja, estar dentro do que é imposto pela sociedade.

Cirurgias plásticas, doenças alimentares, produtos de embelezamento, entre tantos outros meios que podem causar terríveis danos, são vendidos e iludem muitas pessoas que desejam estar dentro dos modelos estabelecidos, que desejam ser vistas com bons olhos pelos outros, que desejam ser o que não são. Com o decorrer dos anos, os padrões de corpos, tons de pele e cabelo, roupas, maquiagens e assim por diante, foram mudando; onde, em uma época, o corpo perfeito deveria ter muitas curvas, em outra, o ideal seria um corpo magro.

Através das redes sociais e propagandas, tipos são determinados e influenciam milhares, mas, com o maior acesso e entendimento dos jovens, e até mesmo dos mais velhos, as mídias estão mudando e abrindo espaço para novos modelos. Um exemplo disso é a prestigiada marca americana Calvin Klein, que utilizava em suas publicidades mulheres com corpos magros e de um mesmo padrão, porém, em 2020, a marca contratou uma mulher gorda, negra e ativista para representá-los em um outdoor em Nova York, mostrando que nem todos somos iguais, cada um tem a sua beleza e liberdade individual.

Em vista dos fatos apresentados, campanhas com uma maior diversidade deveriam estar mais presentes nos meios de comunicação, pois mostrar para todos que cada um tem a sua própria beleza é muito importante, evitando danos maiores, tanto a saúde física quanto a mental. O ensino durante o crescimento da criança sobre respeitar o outro é essencial também, sendo aprimorado e entendido com o passar dos tempos, através da educação dos pais, orientadores, escola e comunicações sociais.