Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 01/07/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através deste trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade vê-se que os padrões de beleza estipulados pela sociedade configuram um obstáculo na vida de muitas mulheres brasileiras, o qual ocorre devido à falta de diversidades de belezas divulgadas, como também à exclusão social.

Primeiramente, é importante ressaltar que a escassez de múltiplas belezas impostas no país se tornam a “chave” para o fim da autoestima. Analogamente, “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”, afirma o filósofo e sociólogo Zygmunt Baumam. Além disso, as fábricas de brinquedos impõe para as crianças de sexo feminino que a única beleza existente é àquela formada a partir de mulheres altas, magras, loiras e de olhos claros, ou seja, a boneca “Barbie”. Certamente, as crianças se desenvolvem no mundo com o intuito de se modificarem para atingir um padrão inatingível.

Indubitavelmente, a exclusão social é claramente refletida na auto rejeição. De tal forma, rejeitar emprego para o ser-humano “acima do peso” é o mesmo que incentivá-las à pararem de comer para não engordar, acarretando diversos problemas de saúde pela falta de nutrientes no organismo. Ademais, mulheres se tornam escravas das indústrias de beleza, cosméticos e estética.

Portanto, medidas são necessárias para reverter essa situação. O governo deve investir nas indústrias de beleza por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que qualquer empresa de beleza sendo estética ou cosmética ao criarem novos produtos e invenções, devem obrigatoriamente desenvolve-los para todos os tipos de beleza. Com o intuito de garantir que todos os indivíduos usufruam de coisas novas a partir da própria beleza. Com essa medida espera-se que as mulheres não precisem se “matar” para atingir uma beleza específica e sim mudarem apenas o que lhes incomodam.