Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 11/08/2020
A cantora Beyoncé na música “Pretty Hurts” – Beleza Dói – trata como culto à forma física no século XXI geram sofrimento. Sobre esse aspecto, nota-se os frequentes casos de cidadãos Brasileiros na fanática busca pelo corpo e rosto perfeito, algo nocivo para a autoestima. Com efeito, hão de ser combater os dois principais percalços dessa questão: as propagandas de beleza e as imagens presente nas redes sociais.
Deve-se pontuar, de início, que as empresas publicitárias exercem um papel coercitivo na busca pela aparência perfeita. A esse respeito, o filósofo Theodor Adorno disserta que é típico das sociedades capitalistas a beleza ser um bem comerciável – botox, silicone, harmonização facial – para atender os anseios fugazes das massas. Essa estratégia atua sobre a manipulação desse público em busca de consumidores desses procedimentos, fenômeno denominado de “Indústria Cultural”. Dessa forma, é incoerente que no Brasil, um país que zela pelo liberdade de escolhas de seus nacionais, compactue com a manutenção dessa manipulação comercial denunciada por Adorno.
De outra parte, as redes sociais – Instagram, Facebook, Pinterest – criam ambientes propícios para exposição de padrões de beleza, embutidos nos atributos dos que possuem relevância social. Sobre essa ótica, o cientista Albert Einstein declarou: “Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade”. Nesse sentido, esses tecnovícios facilitam a adoção de padrões de beleza que, na maioria das vezes, não é acessível a sua concretização, algo grave pois provoca nos indivíduos a sensação de insatisfação com a própria aparência. Logo, enquanto as redes sociais, de forma implícita, impor seus padrões de beleza, o Brasil será obrigado a conviver um dos mais graves problemas contemporâneos: a utópica busca pela perfeição.
Impende, portanto, apresentar caminhos para que o culto à aparência física no século XXI deixe de ser realidade no Brasil. Para tanto, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, por meio de políticas públicas, deve impor mais rigor nas campanhas publicitárias dos artigos de beleza, com a finalidade de não haver coerção para a compra produtos e procedimentos estéticos. Além disso, no ambiente familiar, é indipensável que esse assunto esteja aberto para diálogo, nos quais os filhos são livres para expor o que gostaria de mudar no seu corpo, e o que isso significa para eles, a fim de que a busca pela autoestima não seja despertada com base em imagens presentes nas redes sociais. Somente assim, o ambiente de sofrimento exposto pela Beyoncé deixará, muito em breve, de existir no Brasil.